Paraty



Localizada no litoral sul do estado, fica a 258 quilômetros da capital, a cidade do Rio de Janeiro. A cidade mantém o casario colonial conservado no conjunto conhecido como Centro Histórico, tornando-a um dos destinos turísticos mais procurados do país.

Turistas do mundo inteiro são atraídos pela beleza da arquitetura típica do Brasil Colônia. As casas históricas foram requalificadas como pousadas, restaurantes, lojas de artesanato e museus, em meio a apresentações de músicos populares e de estátuas vivas.

Mas Paraty é muito mais que apenas uma pequena cidade histórica.

Ela é costeada por montanhas cobertas do denso verde da Mata Atlântica, rodeada de Parques e Reservas Ecológicas, fazendo da região uma das mais preservadas do Brasil.

Há mais de 60 ilhas e 90 praias em Paraty, boa parte delas acessível somente de barco ou trilhas. Um ótimo local para esportes de aventura, mergulho, banho de mar, ou simplesmente ficar deslumbrado com a beleza do Centro Histórico.


Geralmente quando vou a Paraty me atenho à prática do mergulho e caminhadas pelo Centro Histórico no cair da noite, me deliciando com os doces que só encontro igual lá e com as comidas fantásticas dos restaurantes locais. E me encanto todas as vezes.

Há mais de 60 ilhas e 90 praias em Paraty, boa parte delas acessível somente de barco ou trilhas. As águas calmas e cristalinas da Baía da Ilha Grande são ideais para a prática de mergulho.

Por ser "uma baía dentro da baía da Ilha Grande", dificilmente há necessidade de se suspender uma saída para o mar devido ao mau tempo, fazendo da cidade o ponto favorito para o batismo dos novatos e para mergulhos.

Foi onde eu fiz o meu primeiro mergulho em águas abertas. Meu checkout.


Muitos dizem que Paraty é uma “Ouro Preto” a beira mar, mas para mim é muito mais.

É um local onde encontramos casarios coloniais, praias desertas, trilhas em meio à floresta onde fazer caminhadas ou andar de bicicleta, rios onde se pode nadar ou praticar canoagem, um mar maravilhoso onde podemos nadar, mergulhar ou simplesmente fazer um belo passeio de barco para conhecer as praias e ilhas, degustar a famosa cachaça local e licores de chocolate com pimenta, se deliciar com os pratos da região (não deixem de experimentar a lula com banana que é fantástico).

E local para ficar é que não falta. Paraty dispõe de mais de 300 hotéis e pousadas para todos os gostos e bolsos.
Paraty - Amyr Klink e eu

Aquário de São Paulo



O Aquário de São Paulo é um Oceanário localizado no distrito de Ipiranga, zona sudeste da cidade de São Paulo, capital, no Brasil.

Inaugurado em 2006, o complexo passou por uma reforma, passando de 2.000 m² para 9.000 m² de área construída. É o primeiro aquário temático da América do Sul e o maior aquário da América Latina com 2 milhões de litros de água.

Considerado uma referência em tratamento e exposição de animais, o complexo leva os visitantes a se sentirem imersos aos ambientes, que apresentam aproximadamente 3 mil exemplares de cerca de 300 espécies de animais.

Um complexo voltado ao bem estar de seus animais, ao compromisso com a educação ambiental e com o objetivo de proporcionar um passeio inesquecível para os visitantes de todas as idades.

As florestas brasileiras são retratadas no primeiro setor, dedicado à água doce, e onde são abordados temas como poluição dos rios e espécies ameaçadas de extinção. Nesta ala de 3 mil m², além de jacarés, lagartos, iguanas e serpentes é possível conhecer os famosos filhotes de jacarés albinos, que projetaram o Aquário de São Paulo internacionalmente, por serem os únicos em exposição no mundo.

O oceanário abriga um aquário com mais de 1 milhão de litros de água salgada, revestido de vitrines transparentes de acrílico, que permitem uma visão completa do setor e levam os visitantes a sentirem como se estivessem mergulhando no oceano,  cercado de tubarões e arraias ao entrarem em um submarino naufragado. Ainda podem ser vistos neste setor o mangue, o costão e a rica variedade de formas e cores dos animais marinhos.

No Setor dos Mamíferos, somos convidados a um passeio pela selva amazônica. Através de grandes visores, vemos os Tapajós, um grupo indígena, atualmente considerado extinto, que habitava as proximidades dos baixos Rios Madeira e Tapajós no século XVII.  Além disso, vemos macacos, tucanos, lontras e tamanduá e um filhote de peixe-boi ao cruzarmos uma passarela por cima do recinto.

Atrações Temáticas

Igarapé na Amazônia, Sul da Argentina (Patagônia), Lagoa dos Jacarés (Pantanal), Réplica de Submarino em Tamanho Natural, Caravela dos Piratas, o Interior de um Navio Naufragado, Tanque dos Tubarões, Tanque do Peixe-boi.

Em seu interior, podemos desfrutar das delícias de um Restaurante com alimentação saudável e de qualidade, no sistema Self-Service com várias opções de carnes, saladas, peixes e massas.

Embarque nesta aventura e descubra os segredos dos rios e dos mares, florestas brasileiras com peixes, anfíbios e répteis de água doce, assim como várias espécies de animais marinhos. Passeie por uma reprodução das Ilhas Java localizada na Indonésia e conheça alguns mamíferos gigantes, como os Morcegos. Vá até o polo Sul conhecer os Pinguins de Magalhães. Depois voe até a Floresta Amazônica e veja espécies como o famoso Boto Cor de Rosa e peixes exóticos convivendo pacificamente. Volte ao passado, e passeie pelo Vale dos Dinossauros. E claro, não deixe de conhecer os mais novos moradores do aquário já podem ser vistos desde o dia 16/04/2015. Os Ursos Polares russos, Peregrino e Aurora.


Vídeos








Mito ou verdade?




Onze questões que circulam no universo do mergulho explicadas
(ou desmentidas) cientificamente.

1 – Banheira quente depois do mergulho causa doença descompressiva?
A imersão pós-mergulho em jacuzis é um fenômeno relativamente novo, por isso ainda não existem estudos conclusivos sobre banheiras e doença descompressiva. Até onde se sabe, pesquisadores não descobriram se pessoas que imergiram em jacuzis quentes depois do mergulho ficaram mais suscetíveis aos sintomas da Doença Descompressiva, inclusive dor nos ombros. As tabelas são baseadas na eliminação de gases em circulação em circulação normal. Mas se você entra numa banheira quente e repentinamente acelera a circulação dos músculos e aumenta a temperatura periférica, isso alterará a dinâmica da eliminação dos gases. È melhor – e mais seguro! – aquecer-se com o velho e bom banho de chuveiro quente.


2 – Sexo submerso é arriscado?

Sexo é tão seguro debaixo da água quanto acima dela, mas scuba e sexo não dão certo juntos simplesmente porque é errado distrair-se durante o mergulho. Seria complicado controlar a flutuabilidade durante o “rala e rola”, por exemplo, seria uma dificuldade, o que aumenta a possibilidade de subir muito rápido, e sofrer embolia ou Doença Descompressiva. O ritmo da respiração também acelera e o risco de ficar com o cilindro vazio antes da hora é maior. Isso para não falar da possibilidade de perder o regulador ou a máscara, ou ainda enroscar mangueiras. Se, mesmo assim, você continuar disposto a investir numa transa submersa, pense na logística envolvida em livrar-se das roupas, lidar com tanques desajeitados, a ausência de gravidade e a própria água. Melhor deixar essa no terreno das fantasias, ainda que testar a banheira do motel de máscara, snorkel e nadadeiras não seja uma idéia muito elegante...


3 – Montanhismo depois do mergulho pode causar Doença Descompressiva?

Se você subir a determinada altura, certamente há risco. Em certos lugares, como no Havaí, você pode se meter em encrencas subindo montanhas depois de mergulhar. O problema é que, à medida que você sobe, a pressão do ar, que mantém o nitrogênio residual dissolvido no sangue, é menor. Bolhas podem se formar e/ou expandir. Se subir 2,5 mil metros, por exemplo, alcançará a altitude em que as cabines de aviões comerciais são pressurizadas – por isso, o correto é fazer a subida apenas 12 horas após o mergulho.


4 – É possível "peidar" abaixo de 3 atmosferas?

Se você realmente tem vontade, sempre se dá um jeito... Mas, mesmo que seu apelido seja “pit-bufa”, seu poder de fogo diminuíra a mais de 20 metros – porque o gás comprime. Mesmo submerso, você poderia engolir ar ou produzir gases suficientes para mandar algumas “bombas”. Mas será menos flatulento nessa profundidade.


5 – Exercitar-se antes ou depois de mergulhar aumenta o risco de Doença Descompressiva?

Convencionou-se dizer que, se a temperatura do corpo e a circulação subirem rapidamente, é possível alterar a quantidade e o nível do nitrogênio acumulado durante a descida (se o exercício foi feito antes do mergulho) e/ou aumentar perigosamente o índice de eliminação do nitrogênio residual (se a malhação foi feita após mergulhar). Por isso, experts da DAN aconselham que se evite exercícios por pelo menos duas horas – antes e depois dos mergulhos. Porém, um estudo publicado nos EUA reporta sete militares que treinaram forte dez minutos depois de submergirem 30 metros, por meia hora, reduziram a formação de bolhas no organismo. Obviamente, apenas essa pesquisa não mudará a orientação vigente. Por isso, não vá além de caminhadas ou algumas braçadas antes e depois da imersão. Exercícios de força estão vetados, estudos mostram que mergulhadores desenvolveram Doença Descompressiva ao mergulhar logo depois de sessões de musculação. O peso cria vácuo nas articulações e a estafa provoca surgimento de bolhas.


6 – Algumas cervejas ajudam a eliminar gases residuais?

Essa é uma daquelas lendas praianas: “Bebe essa gelada ai, bro, é para prevenir a Doença Descompressiva...” Mas é o mesmo que tomar cachaça ou conhaque “para esquentar” – qualquer benefício é ilusório. Entre os desavisados, o álcool tem fama de vasodilatador porque enrubesce a pele. Mas, ao contrário, é um poderoso constritor. Isso significa que bebidas alcoólicas pressionam veias e artérias, interrompendo a circulação normal. E o que inibe a circulação também inibe a eliminação de gases residuais – além de provocar desidratação, o que, por si só, é um fator potencial da doença descompressiva.
Posição oficial da NAUI: beber depois de mergulhar aumenta os riscos de Doença Descompressiva. E, mesmo que não estivessem diretamente ligados a Doença Descompressiva, algumas doses podem facilmente mascarar (ou levar o “bêbado” a ignorar) sintomas da doença descompressiva e atrasar a ajuda médica. Não quer dizer que você não possa tomar uma cervejinha depois do último mergulho do dia, desde que moderadamente, e não se esqueça de beber muita água.

7 – Urina em queimaduras de água-viva alivia a dor?

Urina certamente não é a melhor opção no caso de ser pego por águas-vivas, mas teoricamente produz algum benefício. Urina contém uréia, que desativa os nematócitos e faz com que eles parem de ferir a pele. Mas não quer dizer que você deva começas a fazer xixi na perna dos amigos, ainda mais porque existe um remédio muito melhor e bem na frente de seus olhos: água salgada. Na verdade, se estiver à mão, vinagre é primeira linha de defesa contra queimaduras de águas-vivas. E água do mar também ajuda, e sempre está disponível. Atenção: coçar ou lavar a área atingida com água doce apenas intensificará a urticária provocada pelos nematócitos.


8 – Mulheres menstruadas atraem tubarões?

Teoricamente, sim. Qualquer substância orgânica pode atrair tubarões, e o sangue, menstrual ou não, está no topo da lista. "Se for uma área onde há ataques de tubarões, pode até ser, porque não deixa de ser um sangramento”, diz o biólogo e especialista em tubarões Marcelo Szilman. Por outro lado, não existe registro de ataque ocorrido por esse motivo – e pontos onde mergulhadores sofrem ataques não são os destinos favoritos nem de mulheres menstruadas nem de ninguém. Além disso, o uso de absorventes internos reduz a possibilidade de sangramento. Ou seja, na teoria, ataques contra mulheres menstruadas são possíveis. Na prática, improváveis.


9 – Protetor solar na água afasta peixes?

Talvez nem afaste (não se foi a fundo no assunto ainda), mas protetores solares químicos fazem mal para a fauna e flora marinhas. Uma fina camada de protetor solar sobre a superfície do mar pode bloquear o oxigênio das criaturas do mar. Antes de comprar, procure saber se o protetor é biodegradável. Se não for, aplique o produto no mínimo trinta minutos antes de mergulhar, para que o protetor seja bem absorvido e não saia (tanto) na água.


10 – Saliva desembaça máscaras?

Aquela cuspidinha clássica antes de colocar a máscara funciona e tem explicação científica: saliva contém peptina, uma proteína que forma uma “película” que protege a máscara da condensação das gotas d’água – formada pela diferença de temperatura entre a água do mar e o interior da máscara. A alternativa para quem considera nojento demais cuspir (apesar de o Grande Livro de Etiqueta no Mergulho permitir e até recomendar...) é passar uma leve camada de desembaçador específico para máscaras ou detergente no vidro. Mas o risco dos produtos escorrerem e irritarem os olhos deve ser considerado.


11- Snorkels menores facilitam a respiração?

Snorkels com grande diâmetro exigem maior esforço do mergulhador. Motivo: quanto mais ar dentro do tubo, maior a dificuldade de troca gasosa. Dentro do organismo existe o se chama “espaço morto” – uma área no corpo onde não há troca gasosa – entre o nariz e os alvéolos pulmonares, passando pela garganta, e traquéia. O snorkel seria uma espécie de “prolongamento do sistema respiratório”, aumentando esse espaço morto. Mulheres, crianças e pessoas com dificuldades respiratórias devem escolher snorkels mais estreitos e curtos.

Fonte: Revista Mergulho, Ano X  nº128
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Dicas de Flutuabilidade




Um dos principais segredos para um mergulho satisfatório é o bom controle de flutuabilidade. Ele é necessário para evitar danos ao ambiente marinho e prevenir subidas descontroladas. Além de deixar o mergulhador mais relaxado e, com diminuição do consumo de ar, prolongar a imersão.

1. Faça pequenas mudanças.

E espere que elas tenham efeito (na água, tudo é mais lento). Está afundando? Coloque um pouco de ar no colete e espere 5 segundos para ver o que acontece. Um dos erros mais comuns é continuar a encher o colete até sentir alguma mudança. Até isso acontecer, você já terá colocado mais ar do que o necessário, vai começar a subir rapidamente e terá que desinflar o colete. Se também fizer isso muito rápido, vai continuar como um iôiô tentando se manter neutro. Claro que se estiver muito pesado e começar a afundar rapidamente, você terá que agir mais agressivamente para parar a descida.

2. Minimize o lastro.

Muito lastro significa excesso de ar no colete para neutralizá-lo. Isso não seria um problema se você permanecesse  numa profundidade constante. Mas não é o que acontece. Quando você está subindo, o ar do colete se expande e você fica mais positivo, acelerando a subida. Quando descendo, o ar se comprime e você fica mais negativo, acelerando a descida. Muito ar no colete faz essa mudança ser maior. A quantidade de lastro correta é aquela que permite que você fique com a água na altura dos olhos quando desinflar totalmente o colete, inspirar e segurar o ar na superfície.

3. Use seus pulmões.

Depois que conseguir ficar neutro debaixo da água, não mexa mais nisso. Em vez de adicionar ar no colete para fazer mudanças temporárias (para passar por cima de uma pedra, por exemplo), encha os pulmões de ar. No entanto, não segure o ar fechando a garganta. Mantenha o volume dos pulmões com os músculos do peito.

4. Antecipe mudanças de flutuabilidade.

Sua flutuabilidade vai aumentar no momento que começar a subir. Então, comece a esvaziar seu colete imediatamente. Por outro lado, você sabe que o colete e a roupa de mergulho irão comprimir conforme você desce, tornando-o mais negativo. Adicione pequenas quantidades de ar ao colete assim que começar a descer, para que não fique muito negativo e desça devagar. Também, conforme você respira, seu tanque vai ficando mais positivo. Pense nisso e esvazie aos poucos seu colete para ajustar a flutuabilidade.

5. Relaxe.

Ansiedade geralmente se reflete em movimentos com as mãos e pouca batida de perna. Se ficar se debatendo ou ofegante você nunca saberá se está realmente neutro debaixo da água. Teste a posição de Buda: tente ficar como se estivesse sentado de pernas cruzadas (segurando as pontas das nadadeiras com as mãos). Se estiver neutro e respirando calmamente, vai subir ou descer conforme infla ou desinfla o pulmão.

Fonte: Revista Mergulho Ano XI, nº 130
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Cabo Frio



Cabo Frio é o sétimo município mais antigo do Brasil e o principal da Região dos Lagos, localizado no estado do Rio de Janeiro.

Os melhores programas de Cabo Frio são surfar, mergulhar e passear de barco, mas também podemos optar por fazer compras na Rua dos Biquínis e jantar em restaurantes do Boulevard Canal. 

Lá encontramos uma praia de área branca e mar cristalino, que começa no Forte São Mateus e se estende até os picos preferidos dos surfistas, as praias do Foguete e das Dunas.

Um bom local para os praticantes do iatismo devido aos fortes ventos, e do mergulho, que encontram uma rica vida marinha nas ilhas Comprida e do Papagaio.

Mergulho


Mapa

As Maiores e Mais Profundas Piscinas do Mundo


Nemo 33
Bruxelas, Bélgica

Em 1996, John Beernaerts, engenheiro civil apaixonado por mergulho, teve a idéia de construir uma piscina que reproduzisse o mar de Bora Bora, ilha no oceano Pacífico famosa pelas águas cristalinas. Foram três anos de estudo e 21 esboços até chegar ao projeto final, inaugurado em 2004 ao custo de cerca de 11 milhões de reais. Desde então, a piscina já fez mais de 100 mil batismos e não registrou nenhum acidente.

Localizada em Bruxelas, na Bélgica, a "Nemo 33" é a piscina coberta mais profunda do mundo. Possui 33 metros de profundidade, o equivalente a um prédio de 11 andares, 6 metros acima do nível do chão e outros 27 metros subterrâneos, e contém 2,5 milhões de litros de água mineral, filtrada, e com uma temperatura constante de 30°C. No teto, fica localizado um terraço que funciona como bar e restaurante. É usada para mergulhos turísticos, treinamento de bombeiros, policiais militares e até filmagens submarinas.

A 5 metros de profundidade, há uma nova plataforma, quadrada, de 8 metros de comprimento, mais utilizada por mergulhadores iniciantes.

Nos últimos 10 metros de profundidade, em uma área de 6 metros de largura, é possível encontrar duas cavernas submarinas, com água na parte de baixo e, em cima, um pequeno espaço cheio de ar respirável. As brechas servem para descanso e para o instrutor poder conversar com os alunos sem ter que voltar à superfície. Elas abrigam até 50 pessoas. O limite de mergulhadores na piscina é de 50 por hora durante o dia, e 30 por hora durante a noite, para não superlotar o local.

Depois de cumprir todas as etapas, quem passou pelo curso pode mergulhar fundo, até os 33 metros de profundidade em um poço com 6,05 metros de diâmetro. No fundo, uma rosa dos ventos mostra para que lado está o norte.

Durante toda a sua extensão existem inúmeras janelas para que os visitantes possam ver o que está a acontecer dentro da piscina. No subsolo, pode-se encontrar outro restaurante. Um restaurante tailandês com sete janelas de vidro em que os visitantes podem ficar vendo os mergulhadores.



Piscina do Resort San Alfonso del Mar
Algarrobo, Chile

Em 1997, Fernando Fischmann, decidiu desenvolver um projeto de turismo imobiliário em Algarrobo. As águas da costa chilena são muito frias, inóspitas e perigosas, sendo proibido nadar na área. Fischmann sonhava em criar uma grande lagoa de águas cristalinas  que proporcionasse aos visitantes a oportunidade de nadar e praticar esportes aquáticos, em um ambiente seguro, limpo e de águas mornas. Ele viajou pelo mundo em busca da tecnologia para transformar seu sonho em realidade. No entanto, a tecnologia não existia. Sua solução resultaria em uma patente mundial (Reg. #43534) e uma nova empresa chamada Crystal Lagoons Technology.


A piscina funciona por meio de tubos gigantes que são ligados ao mar e trazem a água limpa para dentro da piscina, através de um sistema computadorizado que faz a filtragem e a limpeza da água, e a devolve depois para o oceano. Através desse processo, a temperatura da piscina fica aproximadamente nos 26ºC – por meio de aquecimento solar.


Medindo 1 quilômetro de extensão, com 80 mil m² e capacidade para 250 mil m³ de água, é a maior piscina ao ar livre do mundo. A Lagoa de Cristal, como é chamada, demorou cinco anos para ficar pronta.


A 90 km da capital Santiago, a estrutura fica na costa chilena com o oceano Pacífico, e conta também com uma grande praia artificial, onde os banhistas podem dividir espaço até mesmo com barcos e veleiros. Desde 2006, quando foi concluída, a piscina entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes, também por ser a mais profunda do planeta, com 35 metros.


Além de nadar, é possível também andar de caiaque, de vela, mergulhar e utilizar um serviço de barco que transporta os usuários de um extremo a outro do resort.






Y-40


A piscina do Hotel Millepini Terme, na Itália, atualmente é a mais profunda do mundo. O chefe do projeto foi o arquiteto Emanuele Boaretto. 

Esta piscina foi inaugurada no dia 5 de junho de 2014 e conta com um volume de cerca de 4,3 milhões de litros de água e foi reconhecida pelo Guinness World Record por ser a piscina mais profunda do mundo, graças ao seu 42 metros de profundidade. 


O Naufrágio Atlas - Fábio Conti


Na manhã de quinta-feira, 3 de outubro de 1974, amanhecera nublada. Um típico dia de primavera quando os ventos de sudoeste entram na Praia de Ipanema, anunciando a chegada de uma frente fria, afugentando os poucos banhistas que insistiam em ficar na praia.

O rebocador Atlas, empregado no transporte da tubulação de concreto usada na construção do atual emissário submarino de Ipanema, acabara de completar mais uma viagem levando sua carga do canteiro de obras no Flamengo, até a plataforma de construção submarina empregada nos trabalhos de instalação das tubulações, seu destino final.

Terminada a operação, os sete homens que compunham a tripulação decidiram descansar após o horário de almoço. O barco estava fundeado junto à plataforma e todo o serviço havia transcorrido normalmente.

O vento sudoeste, porém não descansava. O temor dos nossos navegantes agora soprava com uma velocidade de 45 Km/h. O mar agitado atingia naquele momento o seu ponto mais crítico, com ondas que chegavam a 2 metros de altura na área da plataforma. A tripulação habituada aos movimentos do mar não percebeu que durante uma rajada de vento mais forte o cabo da amarra que mantinha o barco junto à plataforma havia se rompido.

O Atlas à deriva e empurrado pelo forte vento se aproximava rápida e inexoravelmente das areias do Arpoador. A praia, que naquele dia havia praticamente desaparecido, contava com a presença de alguns surfistas que observavam as ondas, e junto com outros transeuntes no local avistaram o barco se aproximando perigosamente das pedras. Todos começaram a gritar para alertar a tripulação, pois o barco já se encontrava a menos de 50 metros destas. Logo os tripulantes perceberam a situação em que se encontravam. As máquinas foram acionadas numa tentativa de tirar o rebocador da zona de arrebentação. Entretanto, o esforço da tripulação foi em vão. Quando todos pensavam que o barco iria se safar, uma onda mais forte explodiu sobre o casco vencendo a força de sua máquina e jogando-o sobre a areia.

O barco, agora encalhado, com as ondas da ressaca quebrando sobre seu costado estava totalmente à mercê do mar. A tripulação desesperada ainda tentou retirar o barco utilizando a força de seus 500 HP, mas à medida que o hélice girava, uma vala mais profunda se formava sob a quilha, fazendo com que suas poucas toneladas afundassem ainda mais na areia. Empurrado pelo vento, açoitado pelas ondas e traído pelo seu próprio hélice, o Atlas jazia na praia, sem esperança. Aquele casco negro a menos de 50 metros da terra modificava a paisagem do Arpoador, atraindo centenas de curiosos.


O Resgate

Uma lancha do extinto Salvamar foi acionada junto com um helicóptero da polícia para as operações de resgate. Passava do meio dia quando solicitadas pelo helicóptero, duas traineiras de pesca que se dirigiam para o Sul chegaram ao local para uma tentativa de desencalhe. Em uma operação difícil e arriscada devido à força do vento, o helicóptero desceu um gancho para içar um cabo e passá-lo para uma das traineiras. Após várias tentativas o cabo foi amarrado em uma das embarcações que iniciou o reboque. Mas não era o dia de sorte do rebocador: Ao ser tracionado o cabo rompeu-se e a operação teve de ser repetida. Mais duas tentativas foram efetuadas, porém sem sucesso.

Passava das 15 horas quando um outro rebocador, o Ajax, pertencente à mesma empresa, chegou ao local para uma nova tentativa de desencalhe. A operação aérea foi reiniciada, dessa vez com a passagem de um cabo mais resistente, de duas polegadas de diâmetro.

No momento em que iria se iniciar a manobra de reboque, já se estava na baixa-mar e mesmo a potência de 660 HP do Ajax foi inútil para remover o Atlas. A essa altura, o Ajax recebera instruções de manter o cabo tensionado para evitar que a força das ondas lançasse o Atlas ainda mais na direção da praia, o que tornaria impossível qualquer operação de reboque.

A noite caia lentamente e a situação do rebocador Atlas não se modificava. Os técnicos da empresa proprietária dos rebocadores acreditavam que durante a preamar na madrugada, com a potencia do Ajax e de mais um rebocador que seria enviado, o resgate seria concluído.

Na madrugada de sexta-feira chegou ao local o rebocador Valsa com 1000 HP para auxiliar nas tentativas de reboque.

Passava das duas horas da manhã quando o rebocador Atlas finalmente se moveu. Sua quilha lentamente se libertava do abraço da areia. O pesadelo - acreditava-se - tinha chegado ao fim. Devido ao esforço na operação de desencalhe e ao impacto das ondas no costado, as costuras de solda do fundo do casco se romperam provocando um rápido alagamento. A 200 metros da praia aproximadamente, após 14 horas de infrutíferos esforços o Atlas naufragou deixando um forte sentimento de frustração naqueles que lutaram pelo seu resgate.


O Mergulho

O barco atualmente se encontra-se repousando sobre um fundo de areia e lama em frente à Praia do Arpoador. Sua posição está determinada em carta náutica e esta indica uma profundidade de 10 metros, o que posteriormente se verificou ser impreciso.

De posse dos pouquíssimos recursos materiais à disposição e de muita vontade, decidi tentar um mergulho para a localização.

Com essa carta e utilizando uma referência em terra e uma bússola, tentei chegar no naufrágio saindo da praia e usando somente equipamento básico. Em duas ocasiões, a tentativa de localização foi frustrada devido às condições de vento, correnteza e visibilidade da água. O vento e a correnteza afastavam do rumo e dos alinhamentos de referência e a visibilidade não permitia a visualização da superfície. Após essas tentativas cheguei à conclusão que o método de busca teria de ser mais preciso e deveria ser feito em um dia com boa visibilidade e pouco vento.

Na época apareceram no mercado os primeiros aparelhos GPS portáteis, e a empresa onde trabalho adquirira um desses.

Utilizando um dos primeiros equipamentos da fabricante Magellan, caminhei pela orla até encontrar o meridiano que cruza a posição do naufrágio. Escolhi dois pontos em terra por onde passasse esse meridiano e o alinhamento desses dois pontos seria a linha de visada que daria a rota até o naufrágio. A outra referência escolhida foi o alinhamento de duas pedras na ponta do Arpoador, cujo alinhamento de acordo com a carta náutica, também cruzaria o naufrágio.

Em uma manhã de sábado, 14 de Novembro de 1992, o dia estava nublado com um vento de sudoeste soprando com pouca intensidade. O mar estava ligeiramente encapelado, porém sem vagas o que permitiria uma entrada segura pela praia. Esse vento normalmente clareia a água nessa região, e de fato naquele momento a água estava com uns 10 metros de visibilidade aproximadamente.

Combinei com um colega que seguiríamos na superfície o alinhamento determinado, até uma posição próxima ao naufrágio e a partir dalí mergulharíamos para a busca. O método seria o seguinte: enquanto um de nós ficaria na superfície segurando uma bóia com um cabo de 20 metros procurando manter a marcação determinada, o outro desceria com um cilindro e, segurando a ponta deste cabo e mantendo-o esticado, descreveria círculos numa espécie de busca circular até obter algum resultado.

O método - apesar de precário, mas compatível com os recursos que dispunha na época - funcionou muito bem. Enquanto o companheiro com snorkel procurou manter a bóia no alinhamento, em um mergulho de 10 minutos encontrei o naufrágio repousando a 20 metros de profundidade. Na época o barco se encontrava praticamente intacto, completamente encoberto pela incrustação marinha, faltando somente a mastreação e o casario de madeira que formava o passadiço. Está assentado na areia como se ainda estivesse navegando. A proa apontando na direção do mar indicando o rumo provável do rebocador no momento do naufrágio. Os cabos de reboque ainda pendentes na posição. Uma rede de pesca se encontrava presa na estrutura, indicando que o naufrágio era um problema para os pescadores da área.

O Atlas é hoje um recife artificial servindo de abrigo para várias espécies de peixe. Durante a busca, duas garoupas de aproximadamente 15 kg indicaram o caminho até o naufrágio. Cardumes de marimbás e sargos e espécies de água salobra como o robalo e tainhas faziam uma apoteose naquele oásis em que o Atlas havia se transformado.

Em um segundo mergulho efetuado no ano seguinte - dessa vez acompanhado por um grupo de instrutores do antigo CIMA (Centro de Instrutores de Mergulho Autônomo), a água estava bastante limpa e o mar bem calmo, propiciando uns 15 metros de visibilidade.

Um grupo permaneceu do lado externo enquanto outro grupo efetuou uma penetração no naufrágio. Na época, no interior deste foi possível encontrar vários objetos de uso da tripulação como copos, pratos, ferramentas etc. Até as vigias estavam intactas, algumas abertas como se os tripulantes ainda estivessem lá, executando suas tarefas. Infelizmente ao longo dos anos, esses objetos foram todos retirados.

O mergulho dentro do naufrágio deve ser feito apenas por pessoas mais experientes e com certificação apropriada. Cabe ressaltar que este é um naufrágio pequeno com espaços internos bem limitados.

Atualmente o naufrágio do Atlas pode ser acessado por barco ou pela praia para quem tiver mais disposição. No caso da segunda alternativa, o mergulho deve ser tentado somente com mar calmo e com ótima visibilidade. Deve-se levar em consideração os horários de maré, a intensidade do vento e da correnteza e obviamente, a distancia a ser percorrida. Os ventos mais comuns são o leste e os de quadrante sul nos meses mais frios. Existe uma correnteza paralela à praia na direção do Arpoador. Por questões de segurança, é fundamental levar uma bóia de sinalização devido ao trafego de embarcações na área, principalmente nos finais de semana. Para quem preferir, um par de nadadeiras longas pode ser de grande ajuda tanto nos deslocamentos quanto em eventuais correntezas. É sempre bom lembrar que não haverá barco de apoio e a distancia até a praia é relativamente longa, portanto é fundamental estar com bom preparo físico e respeitar às regras básicas de mergulho.
Fábio Conti

 Fábio Conti é formado em Engenharia Mecânica pela UGF em 1984, com especialização em hidroacústica pela Pennsylvania State University. Trabalha a mais de 17 anos na Petrobrás, onde nos últimos 9, atua na execução de operações marítimas de posicionamento, utilizando recursos de satélite e hidroacústicos, e participa em levantamentos geofísicos do fundo do mar.
Com mais de 20 anos de experiência em mergulho, atualmente é Tec Trimix pela DSAT, Deep Air Diver e Advanced EANx Diver pela IANTD, e 3 estrelas pela CMAS.
Tem como hobby a leitura sobre história marítima e atualmente se dedica à fotografia submarina e ao mergulho técnico.

Matéria publicada na Revista Brasil Mergulho